DEUS

No final de cada oração dizemos Ámen.

No final de cada oração dizemos Ámen.

Antes podemos ver muitos gestos, ouvir muitas palavras, de tal maneira que nem compreendemos bem o papel do Ámen: ficamos a pensar que é um sinal que indica o fim de um momento. Mas Ámen não é fim, é ponte.

 

O Ámen marca o início de um novo tempo ao ritmo daquele que o precedeu. Ámen nunca vem sozinho, vem depois da proposta; Ámen é resposta a um chamamento.

 

Com Ámen conseguimos dizer duas coisas ao mesmo tempo: “Sim” e “viverei assim”. É um acenar e um atuar, é uma palavra com tanta força que prometemos e comprometemo-nos ao mesmo tempo, é adesão e é ação.

 

Devíamos verificar sempre se ouvimos bem o que foi dito antes de juntar, com o Ámen, o dito ao que pretendemos viver. E a quem nos dirigimos quando dizemos Ámen? Podíamos ser levados a crer que falamos para que outros ouçam, ou para que nos ouçamos a falar, mas tudo isto seria pouco se não se compreende o mais importante: dizemos Ámen a um Deus pessoal, não a uma ideia, a uma força ou entidade misteriosa. Assinalamos que ouvimos, assinalamos que Ele nos ouve, e que espera algo de nós, que espera uma resposta.

 

Deus espera algo de mim. Ele não se limitou a criar tudo, a enviar o Seu Filho e a dar-me vida: Ele espera que eu O siga. E para isso tenho que ouvir o Seu chamamento. Dizer Ámen é reconhecer Deus e viver a partir d’Ele. É afirmar a liberdade da minha resposta e a Sua fidelidade. Não conheço Deus sem aprender a dizer Ámen.