O dia da Assembleia

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O dia começou cedo, no entanto notava-se algo estranho nestas pessoas que se intitulavam tremelgas/camaleões/veteranos/cegonhas, vinham de todos os lados, de norte a sul. Os sotaques confundiam-se e os risos espalhavam-se. Era nítido como as pessoas gostavam umas das outras e que realmente sentiam saudades. Contavam histórias, muitas histórias, algumas fora do comum, como de serões que envolviam mergulhar em piscinas de lama vestidos de ninja com o objetivo de encontrar uma pedra mega preciosa que não passava, aos meus olhos, de uma folha de alumínio amachucada, e outras que, por segundos, achei-os normais, de como ia a faculdade, o trabalho, a vida.

Depois desta alegria conjugada reuniram-se todos numa sala a discutir o futuro de uma coisa estranha ao qual chamam de CAMTIL. Aí reparei, reparei na paixão de cada um a arranjar esquemas para cada vez, como família, funcionarem melhor. Uns mais tímidos, outros mais participativos mas era mútua esta paixão. Ficaram lá durante horas e horas, e acredito que se pudessem tinham lá passado dias. Tinha-lhes dado muito esta associação, mas quem via de fora como eu, bem que parecia um comício de um partido ou uma reunião de uma empresa a discutir contabilidade. Foi assim que olhei a minha primeira Assembleia do Camtil. Hoje, passado alguns anos, olho-a como um mega almoço de família em que todos querem participar de forma a cada dia sermos mais, juntos. E este ano não foi diferente.

Beatriz Cardoso Fernandes

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